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  • Foto do escritorLetícia Duarte




Não é segredo que hoje a gestão condominial requer do síndico diversos conhecimentos e habilidades, que vão desde a destreza em se relacionar com os demais condôminos até a expertise de controlar os recursos financeiros.

E são os recursos financeiros uma das maiores preocupações de quem está envolvido neste meio, visto que, o uso adequado do caixa do condomínio é um importante indicador de uma gestão eficiente e assertiva.


Muitos gestores condominiais possuem dificuldades em realizar um planejamento financeiro adequado, sendo o intuito desta matéria fornecer dicas simples e eficazes para auxiliar nessa tarefa.


Para que o síndico idealize seu trabalho de acordo a real necessidade do condomínio, é importante que na Assembleia Geral Ordinária sejam listadas, juntos aos condôminos, as prioridades a serem executadas. Se isso não foi feito fique tranquilo, ainda há tempo! O síndico pode convocar uma assembleia extraordinária para determinar essas diretrizes e obter o apoio de todos os condôminos, formando assim uma gestão colaborativa.


Determinadas as prioridades, uma dica para o síndico é fazer uso de uma ferramenta bastante conhecida na Gestão de Projetos, a 5W2H, popularmente chamada de Plano de Ação. Nesse Plano de Ação o síndico deverá descrever detalhes sobre cada prioridade, usando como direção as perguntas: O que fazer? Porque fazer? Como fazer? Quando fazer? Quem fará? Quanto custará? A resposta de cada questionamento irá direcionar o gestor para as corretas tomadas de decisões.


Em conjunto ao Plano de Ação, o síndico deve estar atento a Previsão Orçamentária, para que a utilização dos recursos financeiros seja coerente com a situação financeira do condomínio. Portanto, deve-se comparar mensalmente o Orçamento Previsto versus Orçamento Realizado. Para tal comparação, o síndico pode usar uma planilha de Excel ou solicitar os relatórios gerenciais da administradora, que são fortes aliada do condomínio e do síndico na busca por uma gestão financeira eficiente.



A execução de um planejamento financeiro requer disciplina e constantes avaliações, por isso, a importância da dedicação do gestor no cuidado diário para com o condomínio. Os condôminos, também podem contribuir com dicas e apoio ao síndico, bem como, cobrar o desenvolvimento do planejamento.

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  • Foto do escritorLetícia Duarte

Sabemos que o perfil do síndico mudou devido às inovações do setor imobiliário, as crescentes mudanças do mercado e até mesmo por maior conhecimento das responsabilidades que tal cargo exige. Entretanto, hoje quero convidar a você a fazer a seguinte reflexão: As transformações e exigências do mercado, formaram os síndicos que hoje existem e será que todos os síndicos estão preparados para os avanços que ainda estão por vir ?


Com tantas novas tendências como a Gestão 4.0 e Sociedade 5.0, é quase impossível não pensar que o síndico terá que se reinventar. Os clientes estão mudando, as expectativas estão crescendo e o mercado em breve irá selecionar aqueles que possuem habilidades que nenhuma máquina pode substituir.

Ao se planejar para os avanços é imprescindível trabalhar duas diretrizes: conhecimento e habilidade. As chamadas hard skills, são as competências técnicas fundamentais para o desenvolvimento de um negócio, que aplicando aos condomínios, se trata do conhecimento multidisciplinar que o síndico precisa ter e que vai desde a legislação à manutenção. Porém, para que tal competência seja efetiva, é preciso também as soft skills, que são as habilidades comportamentais.


Algumas das soft skills que o mercado irá demandar são: capacidade assertiva de resolver conflitos, comunicação, liderança, aprendizado contínuo, inteligência emocional, foco no cliente e aplicações de novas soluções. E veja bem, essas são praticamente todas as habilidades necessárias para a consolidação do êxito no ambiente condominial, e o mais legal é que essas habilidades, somente a experiência humana pode desenvolver.


Acredito que a LIDERANÇA é a principal habilidade, pois para ser de fato um(a) líder, as demais habilidades citadas precisam ser amplamente desenvolvidas. O líder é engrenagem principal e o condomínio só será inovador e as expectativas dos novos “condôminos” só serão atendidas se este profissional estiver altamente preparado.

Reflita: o quanto você se preparou para estar onde você está ? e quanto ainda precisa se preparar para o futuro a surgir ?

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  • Foto do escritorLetícia Duarte

Quando falamos em manutenção logo pensamos nas bombas, caixa d’água, elevador, portas e portões, mas essa é a manutenção do edifício, que tem total relação com a valorização do patrimônio, qualidade de vida e responsabilidade do síndico. Entretanto a pergunta é: “Como está a manutenção do seu condomínio” Condomínio não é estrutura e equipamentos, condomínio são pessoas.


Muitos me perguntam qual o maior erro do síndico, eu sempre digo: se preocupar apenas como a estrutura. Assim como a manutenção do edifício, a qualidade das convivências também impacta na qualidade de vida e valorização do patrimônio. Afinal, quem quer morar em um condomínio em que há só brigas? Que valor tem um apartamento em que os vizinhos não se importam com o outro e regras básicas como silêncio, organização e limpeza das áreas comuns, não são atendidas?


Grande parte dos problemas que chegam ao síndico poderiam ser facilmente resolvidos se os comportamentos tivessem como base o real entendimento do que é de fato um condomínio e o que primordialmente precisa ser valorizado: as relações.


Isso não é romantizar um condomínio, e sim desconstruir a imagem de que condomínio é só problema e que toda assembleia é complicada. Acredite, de gestor para gestor, eu confesso que é desafiador desconstruir esse padrão, mas é possível.


Primeiramente, como gestor, é necessário entender a diferença entre gastos x investimentos. Gastos é tudo aquilo que você faz e não te traz retorno, investimento é o que vai te trazer benefícios. E quando se trata da gestão condominial, é necessário investir em aprendizados que vão te trazer habilidades na gestão de pessoas, conflitos e comunicação assertiva. No dia-a-dia do condomínio, é importante investir em conscientização não só do regimento interno, mas também em regras e comportamentos básicos para boas relações e instigar a convivência além dos momentos de assembleia.


Assim como na manutenção do edifício não existe um padrão a ser seguido, pois cada edificação tem a sua particularidade, não há também um padrão para manutenção do condomínio, a não ser o fato de que em todos eles, é necessária a atitude de valorizar as pessoas e as relações.


Pense diferente, haja diferente, faça a diferença no seu condomínio!

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